{"id":10483,"date":"2015-04-22T14:22:30","date_gmt":"2015-04-22T17:22:30","guid":{"rendered":"http:\/\/namiradalei.com.br\/barradobugres\/?p=10483"},"modified":"2015-04-22T14:22:30","modified_gmt":"2015-04-22T17:22:30","slug":"agentes-sao-recebidos-a-tiros-ao-fiscalizar-garimpo-em-terra-indigena-no-para","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/namiradalei.com.br\/barradobugres\/agentes-sao-recebidos-a-tiros-ao-fiscalizar-garimpo-em-terra-indigena-no-para\/","title":{"rendered":"Agentes s\u00e3o recebidos a tiros ao fiscalizar garimpo em terra ind\u00edgena no Par\u00e1"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #999999;\"><em>Opera\u00e7\u00e3o conjunta do Ibama e da Funai tenta expulsar invasores da Terra Ind\u00edgena Kayap\u00f3, no Par\u00e1. Para a extra\u00e7\u00e3o ilegal do ouro, garimpeiros aliciam ind\u00edgenas e investem em armas de fogo.<\/em><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignleft wp-image-10484\" src=\"http:\/\/namiradalei.com.br\/barradobugres\/wp-content\/uploads\/2015\/04\/agentes-de-ibma.jpg\" alt=\"agentes de ibma\" width=\"370\" height=\"260\" srcset=\"https:\/\/namiradalei.com.br\/barradobugres\/wp-content\/uploads\/2015\/04\/agentes-de-ibma.jpg 472w, https:\/\/namiradalei.com.br\/barradobugres\/wp-content\/uploads\/2015\/04\/agentes-de-ibma-150x105.jpg 150w\" sizes=\"auto, (max-width: 370px) 100vw, 370px\" \/>Quando partem para uma opera\u00e7\u00e3o de combate ao crime ambiental, os agentes do Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e Recursos Naturais Renov\u00e1veis (Ibama) sempre preveem que enfrentar\u00e3o algum tipo de resist\u00eancia. Mas nesta quinta-feira (16\/04) a situa\u00e7\u00e3o foi ainda mais grave: eles foram recebidos a tiros numa opera\u00e7\u00e3o contra o garimpo na Terra Ind\u00edgena Kayap\u00f3, no Par\u00e1. Dois helic\u00f3pteros participavam da a\u00e7\u00e3o, um deles foi atingido.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">As aeronaves transportavam quatro agentes do Ibama, um agente da Funda\u00e7\u00e3o Nacional do \u00cdndio (Funai) e dois policiais militares at\u00e9 uma \u00e1rea de garimpo ilegal conhecida como Santili. O grupo estava em busca de escavadeiras hidr\u00e1ulicas usadas pelos garimpeiros. Um homem escondido na mata disparou cinco vezes contra o helic\u00f3ptero que dava cobertura \u00e0 equipe. Em seguida, houve troca de tiros com os agentes em terra, e o homem fugiu pela mata fechada. Ningu\u00e9m ficou ferido.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Um dos tiros atravessou a fuselagem do helic\u00f3ptero e atingiu o banco traseiro. Por sorte, o ocupante daquele assento havia acabado de desembarcar: Wilson Rocha, chefe de opera\u00e7\u00f5es do Ibama.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u201cSabemos que existe armamento de grosso calibre nessas regi\u00f5es. Tivemos informa\u00e7\u00f5es sobre uma arma de calibre ponto 50 (capaz de derrubar um helic\u00f3ptero). Apesar de agir primeiro com seguran\u00e7a, a gente age tamb\u00e9m prevendo que possa haver um contato direto, como aconteceu hoje\u201d, disse \u00e0 DW Brasil, que acompanhou a a\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u201cFoi a primeira vez que eu vi isso acontecer\u201d, disse o piloto do helic\u00f3ptero atingido, S\u00edlvio Chote, que participa de opera\u00e7\u00f5es do Ibama h\u00e1 15 anos. Apesar do dano na fuselagem, o helic\u00f3ptero conseguiu retirar o grupo do local.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Desde o ano passado, Funai e Ibama articulam uma parceria para expulsar os garimpeiros das reservas. A TI Kayap\u00f3 \u00e9 uma das que mais sofrem os impactos dessa atividade ilegal.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Com\u00e9rcio ilegal de ouro<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A regi\u00e3o \u00e9 habitada pelos \u00edndios da etnia kayap\u00f3. O decreto de demarca\u00e7\u00e3o da Terra Ind\u00edgena (TI) foi assinado em 1991. Os mais de 3 milh\u00f5es de hectares de Floresta Amaz\u00f4nica preservada s\u00e3o uma parte do pouco que resta no sul do Par\u00e1.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A extra\u00e7\u00e3o de min\u00e9rio e madeira \u00e9 proibida por lei em terras ind\u00edgenas. Mas, segundo a Funai, os \u00edndios s\u00e3o o tempo todo aliciados por garimpeiros, que pedem um tipo de \u201cpermiss\u00e3o\u201d para colocar m\u00e1quinas na reserva.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O garimpo do Santili existe h\u00e1 mais de 20 anos. As primeiras fendas para extrair o ouro foram feitas quando a atividade ainda era liberada, antes de uma lei de 1991 proibir o garimpo em todo o territ\u00f3rio nacional.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Em troca,os garimpeiros oferecem aos \u00edndios de 10% a 15% do ouro extra\u00eddo. Normalmente, o ouro \u00e9 trocado por carros, motos e outros bens nas cidades de Reden\u00e7\u00e3o e Cumaru, as mais pr\u00f3ximas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u201cMas a maioria das aldeias s\u00e3o contr\u00e1rias a isso. Das 29 dentro da TI Kayap\u00f3, 24 n\u00e3o admitem o garimpo em suas terras\u201d, ressalta Paulo Roberto de Azevedo Junior, t\u00e9cnico operacional da Funai. Ele atua junto aos ind\u00edgenas h\u00e1 20 anos, sete dos quais dedicados aos kayap\u00f3s. \u201cN\u00f3s tentamos mostrar aos \u00edndios que a atividade ilegal n\u00e3o compensa. A prova disso \u00e9 que eles nunca enriqueceram com o garimpo.\u201d<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Combate ao crime<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A opera\u00e7\u00e3o em curso na TI Kayap\u00f3 come\u00e7ou na quarta-feira e segue at\u00e9 a pr\u00f3xima semana. A log\u00edstica \u00e9 complexa: para chegar at\u00e9 o local s\u00e3o cerca de uma hora de helic\u00f3ptero e mais de cinco de carro e barco.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u201cO principal objetivo \u00e9 frear esse tipo de degrada\u00e7\u00e3o com a destrui\u00e7\u00e3o do maquin\u00e1rio. \u00c9 dif\u00edcil montar a log\u00edstica para remover esse material da TI, por isso o destru\u00edmos\u201d, explica Rocha, que coordena os 20 homens que atuam na opera\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">No garimpo do Satili, duas escavadeiras hidr\u00e1ulicas foram destru\u00eddas. Esse equipamento tem capacidade para cavar um po\u00e7o de 10 metros quadrados em at\u00e9 10 horas e custa de 250 mil a 500 mil reais. Um acampamento, dois tratores e duas ca\u00e7ambas tamb\u00e9m foram desmantelados.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong><span style=\"color: #000000;\">Rede de ilegalidade<\/span><\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">No dia anterior, os agentes haviam destru\u00eddo um caminh\u00e3o, uma moto e 800 litros de diesel no garimpo conhecido como Maria Bonita, tamb\u00e9m na TI Kayap\u00f3. O dono do caminh\u00e3o admitiu manter um garimpo no local e disse que o combust\u00edvel abasteceria uma escavadeira hidr\u00e1ulica, que havia sido removida da \u00e1rea um dia antes, por medo da fiscaliza\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O homem foi encaminhado pelo Ibama \u00e0 Pol\u00edcia Federal de Reden\u00e7\u00e3o, que registrou o flagrante e liberou o suspeito depois do pagamento de fian\u00e7a de mil reais. O Ibama o autuou em 10 mil reais por transportar ilegalmente carga perigosa.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">H\u00e1 suspeitas de que grandes empres\u00e1rios do Par\u00e1 e de outros estados estejam envolvidos no financiamento do garimpo em terras ind\u00edgenas. Paralelamente, o Minist\u00e9rio P\u00fablico do Par\u00e1 tem cinco investiga\u00e7\u00f5es em andamento para apurar quem est\u00e1 por tr\u00e1s da extra\u00e7\u00e3o ilegal do ouro na regi\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em><span style=\"color: #999999;\">Fonte: Cuba Debate<\/span><\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Opera\u00e7\u00e3o conjunta do Ibama e da Funai tenta expulsar invasores da Terra Ind\u00edgena Kayap\u00f3, no Par\u00e1. 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