{"id":13813,"date":"2015-06-17T10:11:14","date_gmt":"2015-06-17T13:11:14","guid":{"rendered":"http:\/\/namiradalei.com.br\/barradobugres\/?p=13813"},"modified":"2015-06-17T10:11:14","modified_gmt":"2015-06-17T13:11:14","slug":"ressocializacao-prisional","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/namiradalei.com.br\/barradobugres\/ressocializacao-prisional\/","title":{"rendered":"Ressocializa\u00e7\u00e3o prisional"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignleft size-full wp-image-13814\" src=\"http:\/\/namiradalei.com.br\/barradobugres\/wp-content\/uploads\/2015\/06\/elcio.jpg\" alt=\"elcio\" width=\"148\" height=\"99\" \/>Na ressocializa\u00e7\u00e3o no mundo apenas trabalhos profissionalizantes t\u00eam efici\u00eancias e efic\u00e1cias. A Su\u00e9cia, por exemplo, com tal pol\u00edtica acabou fechando (2014) quatro penitenci\u00e1rias e centro de deten\u00e7\u00e3o &#8211; jornal brit\u00e2nico The Guardian. Ela tinha taxa anual de 1% ao ano na queda prisional, mas a partir de 2011 ampliou para 6% ao ano. Priorizou reabilita\u00e7\u00e3o profissional e volunt\u00e1ria. Atingiu 4.852 presos numa popula\u00e7\u00e3o de 9.523 habitantes.<br \/>\nA Secretaria de Justi\u00e7a e Direitos Humanos do Estado de Mato Grosso informou uma leve queda prisional (739 presos nos \u00faltimos quatro anos). Mas tem, ainda, lota\u00e7\u00e3o de 10.265 presos numa popula\u00e7\u00e3o local de 3.224 habitantes &#8211; segundo IBGE. Tem 300 presidi\u00e1rios, que fazem trabalhos externos &#8211; dados da Funda\u00e7\u00e3o Nova Chance. E ineg\u00e1vel produ\u00e7\u00e3o de artesanato, marcenaria e panifica\u00e7\u00e3o. Ora, trabalhos de reeduca\u00e7\u00e3o t\u00eam que ter car\u00e1ter amplo. Aqui o Estado precisa de f\u00e1brica\/escola e incorporar produtos na iniciativa privada com valor de at\u00e9 50% inferior. Uma produ\u00e7\u00e3o autossustent\u00e1vel e muito rent\u00e1vel.<br \/>\nTrabalho prisional industrial que por sinal j\u00e1 existiu em Mato Grosso e foi paralisado, porque casa popular constru\u00edda por presos em regime fechado e reutilizada em programa governamental tinha valor de 40% do pre\u00e7o mercadol\u00f3gico ao consumidor. Foram 740 casas produzidas.<br \/>\nUma f\u00e1brica p\u00fablica de pr\u00e9-moldados (casas, escolas e unidades policiais pr\u00e9-fabricadas) tem custo n\u00e3o mais que R$ 1,4 milh\u00e3o de implanta\u00e7\u00e3o. E atingiria gradativamente (ressocializa\u00e7\u00e3o) at\u00e9 90 presos por semestres. A grana poderia ter vindo da compra menor de dispositivo eletr\u00f4nico (R$ 12,8 milh\u00f5es em 2014). Afinal, preso em regime semiaberto finge que trabalha, salvo rar\u00edssima exce\u00e7\u00e3o. Aqui a rede de furtos, roubos ou narcotr\u00e1ficos pagam at\u00e9 tr\u00eas vezes mais aos prepostos. O trabalho il\u00edcito n\u00e3o fica muito atrativo. Nada impedindo novas delinqu\u00eancias e algumas com fraudes por aberturas de tornezeleiras.<br \/>\nA se\u00e7\u00e3o de estat\u00edstica criminal da Pol\u00edcia Civil j\u00e1 aponta instaura\u00e7\u00e3o de 9.858 inqu\u00e9ritos ao ano em Mato Grosso. A Justi\u00e7a recebeu 7.746 inqu\u00e9ritos com autorias esclarecidas. E tal quadro tem apenas 10% dos crimes cometidos ao conhecimento policial. A maior parte dos crimes fica encoberta. A queda prisional est\u00e1 mais afeta \u00e0 menor pris\u00e3o por omiss\u00e3o p\u00fablica.<br \/>\nMato Grosso tem superpopula\u00e7\u00e3o carcer\u00e1ria, mas menor no comparativo com outras unidades estaduais. Mas segue a mesma linha de inefici\u00eancia na reeduca\u00e7\u00e3o prisional por via de servi\u00e7os e produ\u00e7\u00e3o de bugigangas anticomerciais. Nada ajudando a alterar o modelo esquizofr\u00eanico de pris\u00e3o por pris\u00e3o. Vingan\u00e7a estatal contraproducente e retroalimentando desejo social de mais viol\u00eancia antag\u00f4nica contra si.<br \/>\nO Estado deve apenas regular e utilizar da iniciativa privada. Mas vai precisar aplicar as regras da Lei de Execu\u00e7\u00f5es Penais com seu menor custo. E abandonar a extravag\u00e2ncia de equiparar presos aos trabalhadores comuns. Tem que qualificar e disponibilizar presos profissionais ao mercado. Faltam pedreiros, azulejistas, ceramistas, carpinteiros, eletricistas, soldadores e pintores etc. &#8211; por exemplo.<br \/>\nN\u00e3o tem mais motivo razo\u00e1vel para lam\u00faria de falta de recursos. Afinal, 60% dos presos em regime fechado est\u00e3o dispostos \u00e0 capacita\u00e7\u00e3o e ao duro trabalho fabril com remunera\u00e7\u00e3o extra por gratifica\u00e7\u00e3o em produtividade voltada para fam\u00edlia. Eis o que perseguir para conquistar gradual espa\u00e7o e implantar novo paradigma de ressocializa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">H\u00e9lcio Corr\u00eaa Gomes \u00e9 advogado<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Na ressocializa\u00e7\u00e3o no mundo apenas trabalhos profissionalizantes t\u00eam efici\u00eancias e efic\u00e1cias. 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