{"id":2293,"date":"2013-08-29T07:00:41","date_gmt":"2013-08-29T10:00:41","guid":{"rendered":"http:\/\/namiradalei.com.br\/barradobugres\/?p=2293"},"modified":"2013-08-29T10:00:44","modified_gmt":"2013-08-29T13:00:44","slug":"armadilha-fiscal-nos-estados","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/namiradalei.com.br\/barradobugres\/armadilha-fiscal-nos-estados\/","title":{"rendered":"Armadilha&#8217; fiscal nos Estados"},"content":{"rendered":"<p><a href=\"http:\/\/namiradalei.com.br\/barradobugres\/wp-content\/uploads\/2013\/08\/images36.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignleft size-full wp-image-2294\" alt=\"images\" src=\"http:\/\/namiradalei.com.br\/barradobugres\/wp-content\/uploads\/2013\/08\/images36.jpg\" width=\"314\" height=\"180\" srcset=\"https:\/\/namiradalei.com.br\/barradobugres\/wp-content\/uploads\/2013\/08\/images36.jpg 314w, https:\/\/namiradalei.com.br\/barradobugres\/wp-content\/uploads\/2013\/08\/images36-150x85.jpg 150w\" sizes=\"auto, (max-width: 314px) 100vw, 314px\" \/><\/a>Nem todo o malabarismo cont\u00e1bil amplamente usado pelo governo federal, corroendo ainda mais a desgastada credibilidade de sua pol\u00edtica fiscal, poder\u00e1 ser suficiente para assegurar o cumprimento formal da meta de super\u00e1vit prim\u00e1rio deste ano, que j\u00e1 foi substancialmente reduzida. \u00c9 poss\u00edvel que, tendo abatido R$ 45 bilh\u00f5es (ou mais de 40%) da economia que precisar\u00e1 fazer em 2013 para o pagamento de sua d\u00edvida, o governo Dilma cumpra sua parte da meta. Mas h\u00e1 o risco de os Estados &#8211; cuja meta n\u00e3o foi alterada &#8211; n\u00e3o cumprirem a sua.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>As despesas dos governos estaduais com a folha de pessoal crescem continuamente e, nos \u00faltimos anos, aumentaram a um ritmo superior ao da expans\u00e3o de suas receitas. O aumento mais r\u00e1pido do custo do pessoal reduz a fatia dispon\u00edvel para investimentos em amplia\u00e7\u00e3o e melhoria de servi\u00e7os p\u00fablicos reclamadas pela popula\u00e7\u00e3o de maneira cada vez mais veemente, o que resulta em \u00f4nus pol\u00edticos para os governadores. Al\u00e9m disso, cria um s\u00e9rio problema fiscal que, se n\u00e3o resolvido, colocar\u00e1 em risco o super\u00e1vit esperado e sujeitar\u00e1 os governantes \u00e0s san\u00e7\u00f5es previstas na Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF).<\/p>\n<p>A LRF estabelece um limite m\u00e1ximo para os gastos com pessoal. Para evitar que esse limite seja alcan\u00e7ado, a lei estabelece tamb\u00e9m um limite prudencial, o qual, atingido, imp\u00f5e aos governantes a ado\u00e7\u00e3o de medidas que evitem a expans\u00e3o dessas despesas. No caso dos Executivos estaduais, a LRF estabelece que os gastos com pessoal n\u00e3o podem exceder 49% da receita corrente l\u00edquida. Quando esses gastos atingirem 95% do teto (ou 46,55% da receita l\u00edquida), que \u00e9 o limite prudencial, os governos estaduais n\u00e3o poder\u00e3o criar cargos, conceder vantagens aos servidores ou alterar estruturas de carreiras.<\/p>\n<p>Como mostrou o<strong>\u00a0Estado<\/strong>\u00a0(18\/8), 20 das 27 unidades federadas (Estados e Distrito Federal) j\u00e1 atingiram 90% do limite prudencial e, com o crescimento dos gastos com pessoal a um ritmo mais intenso do que o do aumento das receitas, que vem sendo observado h\u00e1 quatro anos e se mant\u00e9m em 2013, podem alcan\u00e7ar o teto dentro de algum tempo. Alagoas, Para\u00edba e Tocantins j\u00e1 estouraram o limite m\u00e1ximo de 49%. Mato Grosso, Paran\u00e1, Rio Grande do Norte, Sergipe e Santa Catarina superaram o limite prudencial.<\/p>\n<p>O preenchimento de cargos p\u00fablicos de acordo com interesses pol\u00edtico-eleitorais explica uma parte do problema. Mas h\u00e1 fatores mais relevantes para o aumento constante da fatia dos gastos com pessoal nas despesas totais dos governos estaduais nos \u00faltimos anos. Um deles \u00e9 a crise por que passa a economia brasileira, que fez cair o ritmo de expans\u00e3o da arrecada\u00e7\u00e3o do ICMS, o principal tributo estadual.<\/p>\n<p>Embora n\u00e3o tenha dado at\u00e9 agora os resultados prometidos no que se refere ao est\u00edmulo \u00e0 produ\u00e7\u00e3o, a pol\u00edtica do governo de desonerar setores espec\u00edficos da economia tem causado danos \u00e0s finan\u00e7as estaduais. Isso porque isen\u00e7\u00f5es do IPI reduzem a arrecada\u00e7\u00e3o desse tributo, que responde por metade dos recursos que comp\u00f5em os Fundos de Participa\u00e7\u00e3o dos Estados (FPE) e dos Munic\u00edpios (FPM). Isso significa que, aos efeitos danosos da desacelera\u00e7\u00e3o da economia sobre a receita do ICMS, o governo Dilma acrescentou mais perdas aos Estados, ao reduzir o montante distribu\u00eddo por meio do FPE.<\/p>\n<p>Do lado das despesas, como apontou o secret\u00e1rio da Fazenda do Paran\u00e1, Luiz Carlos Hauly, h\u00e1 uma esp\u00e9cie de &#8220;armadilha&#8221;, pois os gastos com pessoal t\u00eam uma expans\u00e3o cont\u00ednua mesmo sem contrata\u00e7\u00f5es ou reajustes gerais, por causa do pagamento de pr\u00eamios e promo\u00e7\u00f5es decorrentes do tempo de servi\u00e7o. &#8220;Se n\u00e3o resolvermos (esse problema), vamos para um precip\u00edcio&#8221;, advertiu.<\/p>\n<p>Sendo obrigados por essa &#8220;armadilha&#8221; a gastar mais com o funcionalismo e, ao mesmo tempo, cobrados nas ruas para investir na melhoria dos servi\u00e7os p\u00fablicos, os Estados ter\u00e3o mais dificuldades para, junto com as prefeituras, produzirem, neste ano, o super\u00e1vit prim\u00e1rio de R$ 47,8 bilh\u00f5es, que foi fixado em meados do ano passado. Se n\u00e3o o fizerem, o governo federal ter\u00e1 de gerar um super\u00e1vit maior. Conseguir\u00e1?<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Estad\u00e3o<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Nem todo o malabarismo cont\u00e1bil amplamente usado pelo governo federal, corroendo ainda mais a desgastada credibilidade de sua pol\u00edtica fiscal,<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":2294,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_monsterinsights_skip_tracking":false,"_monsterinsights_sitenote_active":false,"_monsterinsights_sitenote_note":"","_monsterinsights_sitenote_category":0,"footnotes":""},"categories":[6],"tags":[],"class_list":["post-2293","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-opiniao"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/namiradalei.com.br\/barradobugres\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2293","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/namiradalei.com.br\/barradobugres\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/namiradalei.com.br\/barradobugres\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/namiradalei.com.br\/barradobugres\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/namiradalei.com.br\/barradobugres\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=2293"}],"version-history":[{"count":5,"href":"https:\/\/namiradalei.com.br\/barradobugres\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2293\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":2296,"href":"https:\/\/namiradalei.com.br\/barradobugres\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2293\/revisions\/2296"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/namiradalei.com.br\/barradobugres\/wp-json\/wp\/v2\/media\/2294"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/namiradalei.com.br\/barradobugres\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=2293"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/namiradalei.com.br\/barradobugres\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=2293"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/namiradalei.com.br\/barradobugres\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=2293"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}