{"id":2468,"date":"2013-08-30T08:24:29","date_gmt":"2013-08-30T11:24:29","guid":{"rendered":"http:\/\/namiradalei.com.br\/barradobugres\/?p=2468"},"modified":"2013-08-30T10:36:31","modified_gmt":"2013-08-30T13:36:31","slug":"uma-bagagem-de-1096-dias","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/namiradalei.com.br\/barradobugres\/uma-bagagem-de-1096-dias\/","title":{"rendered":"Uma bagagem de 1096 dias"},"content":{"rendered":"<p><a href=\"http:\/\/namiradalei.com.br\/barradobugres\/wp-content\/uploads\/2013\/08\/photo.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignleft size-full wp-image-2469\" alt=\"photo\" src=\"http:\/\/namiradalei.com.br\/barradobugres\/wp-content\/uploads\/2013\/08\/photo.jpg\" width=\"235\" height=\"235\" srcset=\"https:\/\/namiradalei.com.br\/barradobugres\/wp-content\/uploads\/2013\/08\/photo.jpg 235w, https:\/\/namiradalei.com.br\/barradobugres\/wp-content\/uploads\/2013\/08\/photo-150x150.jpg 150w\" sizes=\"auto, (max-width: 235px) 100vw, 235px\" \/><\/a>A exuber\u00e2ncia do verbo viver me leva a um leque de visualiza\u00e7\u00f5es. Afinal, como definir? \u00c9 um campo de estudo que deixo a\u00a0<b>Semi\u00f3tica<\/b>\u00a0e sua gama de ramifica\u00e7\u00f5es respons\u00e1veis para responder uma pergunta simples. Defino\u00a0<b>simples<\/b>\u00a0por que cada ser vivo nesta terra tem uma maneira diferente para responder essa quest\u00e3o.<\/p>\n<p>Jos\u00e9 Saramago, autor portugu\u00eas, afirma que o essencial da vida \u00e9 ser \u00e1rvore. Sequ\u00f3ias vivem mil anos. H\u00e1 oliveiras que s\u00e3o centen\u00e1rias em Portugal, e muitas vezes centen\u00e1rias. Tenho 22 anos e ainda me defino uma\u00a0<i>crian\u00e7a\u00a0<\/i>exposta a um Brasil gigantesco, e n\u00e3o consigo me visualizar em um\u00a0<i>territ\u00f3rio mundo<\/i>\u00a0ainda. Conhe\u00e7o tantos lugares, e, ao mesmo tempo, n\u00e3o conhe\u00e7o milhares de outros novos lugares no contexto nacional. \u00c9 filosofando que escrevo tal texto (cr\u00f4nica ou artigo?). \u00c9,\u00a0<i>s\u00f3 sei que nada sei<\/i>, do nosso famoso S\u00f3crates.<\/p>\n<p>O campo comunicacional me ampliou uma regi\u00e3o encef\u00e1lica que, talvez seja burrice minha, eu desconhecia. Certa vez, assisti um ciclo de comunica\u00e7\u00e3o na Universidade Federal de Mato Grosso em que o soci\u00f3logo da Comunica\u00e7\u00e3o Ciro Marcondes Filho esteve presente. Achei magn\u00edfico: ele fez compara\u00e7\u00f5es entre informa\u00e7\u00e3o e not\u00edcia, expondo as diferen\u00e7as dos dois a um certo\u00a0<i>homem simples<\/i>. Para clarear a mente de quem l\u00ea, o\u00a0<i>homem simples\u00a0<\/i>\u00e9 aquele que n\u00e3o entende de comunica\u00e7\u00e3o. Ele n\u00e3o precisa ser um analfabeto, pode ser um m\u00e9dico, por exemplo. O m\u00e9dico \u00e9 um t\u00e9cnico que entende de medicina e do corpo humano e trabalha com aquilo, mas n\u00e3o entende os sentidos e as teorias usadas em uma not\u00edcia de m\u00eddias ou campanhas publicit\u00e1rias.<\/p>\n<p>Pois bem, ora o objetivo era atingir o\u00a0<i>homem simples<\/i>\u00a0e posteriormente, ao meu entender, aprenderemos a utilizar a comunica\u00e7\u00e3o em nosso favor, mas de uma maneira mais altru\u00edsta. Me pego filosofando: a quem devo ajudar? Seria uma intersec\u00e7\u00e3o? Devo definir isso como uma\u00a0<i>auto-ajuda<\/i>? Ser\u00e1 que foi essa a inten\u00e7\u00e3o do Dr. Ciro Marcondes Filho? Devo entrar em outro foco agora. Se come\u00e7ar a pensar demais nessa vertente, vou acabar em L\u00facia Santaella e teorias de signos infinitas (n\u00e3o que isso seja ruim, mas o tempo neste momento \u00e9 meu inimigo).<\/p>\n<p>Viver, viver. Hoje faz exatamente tr\u00eas anos que sa\u00ed da minha\u00a0<i>casa natal<\/i>. Nunca imaginei ter passado por um turbilh\u00e3o de coisas e sobrevivido a um oceano de emo\u00e7\u00f5es. Descobri, dentro de um eu-l\u00edrico, meu eu-\u00e9tico\/profissional. Hoje trabalho e vivo de informa\u00e7\u00e3o (tanto na recep\u00e7\u00e3o, quanto na emiss\u00e3o). N\u00e3o sou formado ainda e tenho um certo receio de me descrever como &#8216;jornalista em forma\u00e7\u00e3o&#8217;, acho feio (muito feio), mas n\u00e3o discuto opini\u00f5es.<\/p>\n<p>Hoje, mais que em outros dias, passo por mais um processo seletivo para colocar mais um pontinho no meu curr\u00edculo. Os lados A e B, p\u00f3los positivos e negativos, podem ser vistos por v\u00e1rias \u00f3ticas. Tudo depende da cultura que cada um &#8216;tem nas costas&#8217;. Por hora, este \u00e9 o\u00a0<b>marco<\/b>\u00a0do meu terceiro ano de independ\u00eancia.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A exuber\u00e2ncia do verbo viver me leva a um leque de visualiza\u00e7\u00f5es. 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