{"id":27785,"date":"2016-09-08T15:19:11","date_gmt":"2016-09-08T18:19:11","guid":{"rendered":"http:\/\/namiradalei.com.br\/barradobugres\/?p=27785"},"modified":"2016-09-08T15:19:11","modified_gmt":"2016-09-08T18:19:11","slug":"ensino-medio-ideb-mostra-que-o-ja-era-ruim-conseguiu-piorar","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/namiradalei.com.br\/barradobugres\/ensino-medio-ideb-mostra-que-o-ja-era-ruim-conseguiu-piorar\/","title":{"rendered":"Ensino M\u00e9dio: Ideb mostra que o j\u00e1 era ruim conseguiu piorar"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignleft wp-image-27786\" src=\"http:\/\/namiradalei.com.br\/barradobugres\/wp-content\/uploads\/2016\/09\/alunos-650x432.jpg\" alt=\"alunos\" width=\"400\" height=\"266\" srcset=\"https:\/\/namiradalei.com.br\/barradobugres\/wp-content\/uploads\/2016\/09\/alunos-650x432.jpg 650w, https:\/\/namiradalei.com.br\/barradobugres\/wp-content\/uploads\/2016\/09\/alunos-150x99.jpg 150w, https:\/\/namiradalei.com.br\/barradobugres\/wp-content\/uploads\/2016\/09\/alunos.jpg 1200w\" sizes=\"auto, (max-width: 400px) 100vw, 400px\" \/>Nos pa\u00edses que primam pela excel\u00eancia, os anos finais do ciclo escolar consolidam o conhecimento acumulado ao longo do trajeto e mais: preparam os estudantes para se tornar gente pensante, produtiva, inovadora. Oferecer um bom ensino m\u00e9dio \u00e9, portanto, crucial para pavimentar o caminho do jovem, seja para a vida acad\u00eamica ou qualquer of\u00edcio que lhe d\u00ea bom rumo na vida. Essa \u00e9 a hist\u00f3ria contada do ponto de vista do ideal. A realidade no Brasil \u00e9 muito mais \u00e1rida, como mostra o novo \u00cdndice de Desenvolvimento da Educa\u00e7\u00e3o B\u00e1sica (Ideb)\u00a0divulgado nesta quinta-feira.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Um dado apenas j\u00e1 d\u00e1 o tom da cat\u00e1strofe: a matem\u00e1tica no ensino m\u00e9dio obteve o pior resultado desde 2005. N\u00e3o avan\u00e7ou um d\u00e9cimo. Ao contr\u00e1rio, retrocedeu. Na \u00faltima avalia\u00e7\u00e3o, referente a 2013, apenas 9% dos alunos apresentavam aprendizado considerado adequado na disciplina, n\u00famero que junta as escolas p\u00fablicas \u00e0s privadas. Segundo os n\u00fameros de hoje, o porcentual \u00e9 menor, entre 8% e 9%. Em 1999, eram mais: 12%.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">N\u00e3o resta d\u00favida de que h\u00e1 algo de muito errado no ensino como um todo \u2013 afinal, o adolescente que chega ao n\u00edvel m\u00e9dio vem, em geral, com base fraca para enfrentar os novos desafios intelectuais que se apresentam. Tamb\u00e9m n\u00e3o h\u00e1 d\u00favida de que este modelo de ensino m\u00e9dio, uma \u201cjabuticaba brasileira\u201d, \u00e9 um grande equ\u00edvoco. \u201cO Brasil precisa fazer uma mudan\u00e7a radical a\u00ed, e j\u00e1\u201d, afirma Mozart Neves Ramos, diretor do Instituto Ayrton Senna. \u201cO retrocesso em matem\u00e1tica significa uma queda no preparo dos alunos para o s\u00e9culo XXI, em que as mat\u00e9rias de exatas s\u00e3o fundamentais para inserir o estudante no mundo\u201d, refor\u00e7a Priscila Cruz, diretora da ONG Todos pela Educa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O ensino m\u00e9dio brasileiro \u00e9 o menos flex\u00edvel do mundo. Todos os alunos seguem o mesm\u00edssimo enfadonho roteiro, independentemente de suas aptid\u00f5es e interesses. O problema come\u00e7a com a engessada e volumosa grade de mat\u00e9rias: s\u00e3o treze disciplinas obrigat\u00f3rias, espremidas em um turno de quatro horas de aula. Na pr\u00e1tica, j\u00e1 se mediu, contando-se toda a perda de tempo na escola, a jornada de estudos n\u00e3o passa de duas horas e meia, em m\u00e9dia, no Brasil. Em alguns pa\u00edses, o aluno tem mais liberdade para escolher as mat\u00e9rias; noutros, pode optar entre tipos de escola diferentes, das mais acad\u00eamicas \u00e0s mais t\u00e9cnicas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Os outros dois n\u00edveis testados pelo MEC foram o quinto e o nono ano do ensino fundamental. Os mais novos tiveram avan\u00e7o. Aumentaram 12 pontos a profici\u00eancia em l\u00edngua portuguesa e oito em matem\u00e1tica. Parte do progresso est\u00e1 ligado ao programa Pacto Nacional pela Alfabetiza\u00e7\u00e3o na Idade Certa, que ensina a crian\u00e7a a ler e a escrever at\u00e9 os oito anos. Presidente do Instituto Alfa e Beto, o especialista Jo\u00e3o Batista Oliveira faz uma pondera\u00e7\u00e3o: \u201cNas s\u00e9ries iniciais fatores externos ao ensino, como melhoria de renda e de escolaridade dos pais, pesam mais. N\u00e3o \u00e9 conclusivo, portanto, dizer que houve um avan\u00e7o no ensino propriamente.\u201d E completa: \u201cSe estiv\u00e9ssemos diante de uma melhora relevante na sala de aula, isso se refletiria tamb\u00e9m nas outras s\u00e9ries.\u201d De fato, o segundo ciclo do ensino fundamental, antigo gin\u00e1sio, segue avan\u00e7ando, mas em ritmo lento.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Quanto ao ensino m\u00e9dio, j\u00e1 em 1950 o sistema daqui espantou o pr\u00eamio Nobel de F\u00edsica Richard Feynman (1918-1988), em viagem ao Brasil. Em nenhuma outra parte Feynman vira tanta mat\u00e9ria e t\u00e3o pouco aprendizado \u2013 \u201cum paradoxo fadado ao fracasso\u201d, concluiu. Passou da hora de mudar. A boa not\u00edcia \u00e9 que o atual ministro, Mendon\u00e7a Filho, trabalha por isso no Congresso, onde tramita um projeto de lei flexibilizando o atual modelo. \u00c9 preciso vencer a resist\u00eancia de corpora\u00e7\u00f5es que preferem deixar tudo como est\u00e1. Que n\u00e3o seja preciso esperar mais d\u00e9cadas e mais resultados ruins para fazer o que parece \u00f3bvio.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em><span style=\"color: #999999;\"><a style=\"color: #999999;\" title=\"veja.com\" href=\"http:\/\/veja.abril.com.br\/\" target=\"_blank\">VEJA.com<\/a><\/span><\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Nos pa\u00edses que primam pela excel\u00eancia, os anos finais do ciclo escolar consolidam o conhecimento acumulado ao longo do trajeto<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":27786,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_monsterinsights_skip_tracking":false,"_monsterinsights_sitenote_active":false,"_monsterinsights_sitenote_note":"","_monsterinsights_sitenote_category":0,"footnotes":""},"categories":[3],"tags":[],"class_list":["post-27785","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-politica"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/namiradalei.com.br\/barradobugres\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/27785","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/namiradalei.com.br\/barradobugres\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/namiradalei.com.br\/barradobugres\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/namiradalei.com.br\/barradobugres\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/namiradalei.com.br\/barradobugres\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=27785"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/namiradalei.com.br\/barradobugres\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/27785\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":27787,"href":"https:\/\/namiradalei.com.br\/barradobugres\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/27785\/revisions\/27787"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/namiradalei.com.br\/barradobugres\/wp-json\/wp\/v2\/media\/27786"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/namiradalei.com.br\/barradobugres\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=27785"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/namiradalei.com.br\/barradobugres\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=27785"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/namiradalei.com.br\/barradobugres\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=27785"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}