{"id":6154,"date":"2014-07-28T10:33:30","date_gmt":"2014-07-28T13:33:30","guid":{"rendered":"http:\/\/namiradalei.com.br\/barradobugres\/?p=6154"},"modified":"2014-07-28T10:33:30","modified_gmt":"2014-07-28T13:33:30","slug":"onca-pintada-escolhe-reserva-no-pantanal-para-a-reproducao","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/namiradalei.com.br\/barradobugres\/onca-pintada-escolhe-reserva-no-pantanal-para-a-reproducao\/","title":{"rendered":"On\u00e7a pintada escolhe reserva no Pantanal para a reprodu\u00e7\u00e3o"},"content":{"rendered":"<p><a href=\"http:\/\/namiradalei.com.br\/barradobugres\/wp-content\/uploads\/2014\/07\/5b02a90113b029843449eb4ad6fcca5019573c22.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignleft size-full wp-image-6155\" src=\"http:\/\/namiradalei.com.br\/barradobugres\/wp-content\/uploads\/2014\/07\/5b02a90113b029843449eb4ad6fcca5019573c22.jpg\" alt=\"5b02a90113b029843449eb4ad6fcca5019573c22\" width=\"310\" height=\"174\" srcset=\"https:\/\/namiradalei.com.br\/barradobugres\/wp-content\/uploads\/2014\/07\/5b02a90113b029843449eb4ad6fcca5019573c22.jpg 310w, https:\/\/namiradalei.com.br\/barradobugres\/wp-content\/uploads\/2014\/07\/5b02a90113b029843449eb4ad6fcca5019573c22-150x84.jpg 150w\" sizes=\"auto, (max-width: 310px) 100vw, 310px\" \/><\/a>A on\u00e7a pintada \u00e9 o assunto principal da reportagem da s\u00e9rie sobre o Rio Paraguai. O\u00a0<strong>Globo Rural<\/strong>percorreu o rio desde as nascentes em Mato Grosso at\u00e9 a foz, no Rio Paran\u00e1. Um dos lugares conhecidos foi a Reserva Taiam\u00e3, que fica no Pantanal e onde foi poss\u00edvel registrar o momento de acasalamento da on\u00e7a.<\/p>\n<p>A viagem de barco pelo Rio Paraguai come\u00e7a no cora\u00e7\u00e3o do Pantanal. Partindo de C\u00e1ceres, a dist\u00e2ncia de barco at\u00e9 a divisa com Mato Grosso do Sul \u00e9 de cerca de 350 quil\u00f4metros. Ap\u00f3s o trecho de planalto, em que as \u00e1guas s\u00e3o um pouco mais r\u00e1pidas, o rio caminha vagarosamente quando chega \u00e0 plan\u00edcie pantaneira. As \u00e1guas lentas do Rio Paraguai se devem \u00e0 pequena declividade do terreno, de tr\u00eas cent\u00edmetros por quil\u00f4metro.<\/p>\n<p>A Esta\u00e7\u00e3o Ecol\u00f3gica Taiam\u00e3, um lugar conservado e com nome de um p\u00e1ssaro do Pantanal, foi criada em 1981 para proteger 11,5 mil hectares de natureza exuberante do lugar. Esse \u00e9 um ref\u00fagio para p\u00e1ssaros, r\u00e9pteis e mam\u00edferos como a on\u00e7a pintada. De acordo com o bi\u00f3logo Daniel Kantek, j\u00e1 foram identificadas 27 on\u00e7as no local.<\/p>\n<p>Na regi\u00e3o em volta da reserva foi poss\u00edvel registrar o momento incr\u00edvel das queixadas atravessando o Rio Paraguai em fila, um grupo composto por uma fam\u00edlia inteira. Tinha marr\u00e3, porca parida, goiaca varr\u00e3o e filhotama, todos entretidos na travessia.<\/p>\n<p>Ga\u00facho de origem alem\u00e3, C\u00edcero Kurtz participa diretamente de dois momentos de mudan\u00e7as na beira do Rio Paraguai: a cria\u00e7\u00e3o da profiss\u00e3o guia de turismo para avistamento de on\u00e7a e da abertura de uma nova forma de fotografar e filmar on\u00e7a. Antes, bastava uma imagem da on\u00e7a. Hoje em dia, \u00e9 preciso que o animal esteja expondo algum comportamento.<\/p>\n<p>Em uma cena rara, a equipe de Kurtz conseguiu registrar o momento das on\u00e7as cruzando. Nem mesmo o converseiro do pessoal no barco tirou a concentra\u00e7\u00e3o dos animais. No fim, entre cansada e satisfeita, a f\u00eamea vai dormir em um galho da figueira. O macho se escondeu no mato. Um casal de on\u00e7a pode cruzar at\u00e9 80 vezes em um dia. A prenhes demora cerca de cem dias e nasce uma m\u00e9dia de dois filhotes.<\/p>\n<p>Com a proibi\u00e7\u00e3o da ca\u00e7a e uma fiscaliza\u00e7\u00e3o mais presente, as on\u00e7as se multiplicaram na regi\u00e3o. On\u00e7a come capivara, come cateto, jacar\u00e9 e ave. Ser humano n\u00e3o faz parte da dieta da on\u00e7a. No entanto, na regi\u00e3o foram registrados dois ataques de on\u00e7a, com um mortal.<\/p>\n<p>Um dos casos foi a morte do Alex, de 21 anos. O rapaz e o pai iam sempre a um ponto do rio para pegar isca de pescaria para vender. Como o lugar \u00e9 de on\u00e7a, eles trabalhavam sempre em dupla. Uma noite, o pai foi ao rio atr\u00e1s de isca e o rapaz ficou dormindo no acampamento. Quando o pai voltou, a on\u00e7a estava com o rapaz. Outra v\u00edtima, que escapou do ataque com a ajuda de um c\u00e3o, ganhou o apelido: Beto Resto de On\u00e7a.<\/p>\n<p>Na verdade, em muitas ocasi\u00f5es, o turismo de observa\u00e7\u00e3o tem trilhado um caminho perigoso para o homem e para a on\u00e7a. Um v\u00eddeo amador documenta a imprud\u00eancia acima de todos os limites.<\/p>\n<p>Na divisa de Mato Grosso com Mato Grosso do Sul, um grupo de pescadores avista uma on\u00e7a f\u00eamea e encosta o barco na margem. Para conseguir uma imagem melhor, os homens jogam peixe para on\u00e7a se aproximar. De repente, houve um susto. Era um casal, macho e f\u00eamea, a poucos metros de dist\u00e2ncia do grupo. A on\u00e7a vem em dire\u00e7\u00e3o ao grupo e os pescadores d\u00e3o risada. Outro exemplo de imprud\u00eancia \u00e9 momento em que um pescador resolve limpar o mato para filmar melhor. O macho vem novamente atr\u00e1s dos peixes e outro susto. No final, os pescadores tiveram muita sorte de sair vivos.<\/p>\n<p>Por mais que estejam se acostumando \u00e0 presen\u00e7a humana, as on\u00e7as n\u00e3o deixam de ser animais selvagens. Fazer aproxima\u00e7\u00e3o sem guia profissional e sem cuidado \u00e9 expor a on\u00e7a e as pessoas a um risco muito alto.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>G1 MT<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A on\u00e7a pintada \u00e9 o assunto principal da reportagem da s\u00e9rie sobre o Rio Paraguai. 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