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Indignado, Caio Ribeiro reclama da passividade do Santos contra o Barça

danielalves_barcelona_efe.jpg_95goleada de 8 a 0 aplicada pelo Barcelona em cima do Santos, na última sexta, na final do torneio Joan Gamper, virou motivo de piadas na internet. Um placar impressionante e que rendeu algumas zoações nas redes sociais com comparações aos placares dos jogos envolvendo o Taiti na Copa das Confederações. A postura dos jogadores do Peixe ao longo dos 90 minutos irritou o comentarista Caio Ribeiro. Em participação no “Bem, Amigos!!!” desta segunda-feira, o ex-jogador confessou que teve dificuldades para digerir o placar elástico.

– O que me deixou indignado, e isso talvez ainda seja um pouquinho por causa do meu lado de jogador, é que ninguém gosta de perder. Quando você toma um, te machuca. Quando você toma dois, te irrita. Quando você toma três, praticamente te tira do sério. E eu não vi essa revolta no time do Santos. Aí veio o quarto, o quinto, o sexto, o sétimo e o oitavo. E eles com a mesma passividade. A minha indignação na transmissão foi com a postura do time do Santos – afirmou.

Caio lamentou a goleada para o Barcelona, mas reconheceu a superioridade dos europeus em relação aos brasileiros. O comentarista direcionou uma crítica específica aos jogadores experientes do elenco alvinegro e recordou ainda o Mundial de 2011, quando o time brasileiro, com Neymar, Ganso e companhia, perdeu por 4 a 0, no Japão.

Nessa análise, isento os meninos porque são meninos. Agora, os experientes? Léo, Durval e Arouca, só para citar alguns deles, tomaram um dos maiores chocolates na final do Mundial de Clubes. Se a gente comparar o futebol da Europa e o futebol do Brasil, temos que pontuar um pouquinho o que estamos falando. Hoje, o Santos é um time para acabar na metade da tabela do Campeonato Brasileiro, não briga nem por Libertadores. Já o Barcelona é o top do mundo – considerou.

Caio também analisou as diferenças do estilo de jogo europeu e brasileiro. Na opinião do comentarista, somente Corinthians e Atlético-MG são capazes de desempenhar grande papel em gramados estrangeiros neste ano.

– Aqui, no Brasil, a gente ainda tem um jogo mais arrastado. Aí você pode dar desculpa dos deslocamentos, que são maiores, dos gramados que não são todos padrão Fifa. Então, isso arrasta um pouquinho mais o jogo. Mas a intensidade que se joga na Europa com a bola e sem a bola é bem diferente. Só tem duas equipes que vejo em condições de sair e fazer um bom papel: é o Corinthians, a equipe mais arrumada do nosso futebol, e o Atlético-MG, que mostrou essa intensidade na Libertadores e ficou tanto tempo sem perder em casa.

 

 

Globo Esporte

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