Pelé fez 75 anos. Veja 7 legados do maior jogador de todos os tempos

Pelé ganhou três Copas do Mundo e foi eleito o melhor jogador de futebol do século XX pelo Comitê Olímpico Internacional (COI), mesmo sem jamais ter disputado uma Olimpíada. Mas estes não são os únicos legados do craque eterno. O UOL Esportepreparou uma lista de sete heranças que o Rei do futebol deixou para o mundo.
Os 7 legados de Pelé
1 – Mítica da camisa 10
Nem sempre a camisa 10 carregou o significado mítico que tem hoje no futebol. Sinônimo de craque absoluto, capaz de resolver sozinho uma partida. E Pelé foi o principal responsável por essa mudança no mundo da bola. À sua época, grandes craques como Di Stefano e Eusébio, por exemplo, usavam a 9. Puskas já usava a 10, mas foi às costas de Pelé que o número se transformou em sinal de genialidade.
2 – A marca dos 1000 gols
Outros jogadores chegaram antes de Pelé ao gol 1000, como Arthur Friedenreich e Josef Bican, mas ainda na primeira metade do século XX, quando o rádio ainda era o principal meio de comunicação de massa. Assim, a marca foi imortalizada nos pés do maior de todos os tempos. Foi de pênalti, contra o Vasco, no Maracanã, às 23h11min do dia 19 de novembro de 1969, diante de 65.157 pagantes. A partir de então, fazer 1000 gols na carreira virou sinônimo de igualar ninguém menos que Pelé.
3 – Soco no ar
Há algo comum entre os mais de mil gols marcados por Pelé: o soco no ar. A comemoração virou marca registrada do maior jogador de todos os tempos. Hoje é quase impossível ver um jogador celebrando um tento com socos no ar e não associá-lo ao tradicional gesto a Pelé.
4 – ‘O gol que Pelé não fez’
No primeiro jogo do Brasil na Copa de 70, vitória por 4 a 1 contra a Tchecoslováquia, Pelé quase marcou um golaço de cobertura no goleiro Viktor, mas a bola passou tirando tinta da trave. Na semifinal no mesmo Mundial, vitória de 3 a 1 contra o Uruguai, Pelé deu um drible da vaca no goleiro Mazurkiewicz, usando somente o jogo de corpo, mas desperdiçou. A partir de então, toda vez que um jogador marca um gol em jogadas semelhantes, usa-se a expressão ?o gol que Pelé não fez?.
5 – Tratar-se em 3ª pessoa
Quem nunca viu uma entrevista de Pelé e achou curioso ele referir a si mesmo em terceira pessoa? Isto é, em vez de falar simplesmente ?eu?, Pelé fala ?Pelé?. É como se Edson Arantes dos Nascimento fosse uma pessoa, fora de campo, e Pelé fosse outra, resultado de todas as glórias no gramado. Depois dele, outras personalidades públicas lançaram mão do mesmo artifício, como Dadá Maravilha.
6 – Lei Pelé
Em 1998, quando o Rei era Ministro dos Esportes de Fernando Henrique Cardoso, foi promulgada a Lei 9.615, apelidada de Lei Pelé. Ela extinguiu a lei do passe, tirando dos clubes a administração dos contratos dos jogadores. Antes disso, o passe vinculava o atleta ao clube mesmo em ausência de contrato. As negociações eram feitas entre clubes e muitas vezes os jogadores não eram consultados. A Lei Pelé também normatizou o direito do consumidor no futebol, criou verbas para esportes olímpicos e determinou a independência dos Tribunais de Justiça Deportiva. Mas também houve críticas, principalmente em relação ao domínio de empresários do futebol, o que se consolidou a partir de então.
7 – Os ‘novos Pelés’
Toda vez que um garoto franzino e bom de bola desponta para o futebol, logo surge a comparação. ?É o novo Pelé?. É verdade que quase sempre é uma grande exagero, mas não foram poucos a serem comparados ao Rei do futebol. Neymar, Robinho e Dener são alguns bons exemplos. Além disso, alguns jogadores ganharam a alcunha de ?Pelé? em seus países. É o caso de Abedi Ayew, maior artilheiro das história de Gana, que virou Abedi Pelé.
Fonte: Do UOL