“Cartório do crime”: mulher que controlava finanças de facção levou à megaoperação com mais de 130 presos
A identificação de uma mulher responsável por controlar o dinheiro e registrar extorsões de uma facção criminosa foi decisiva para a deflagração da Operação Cartório Central, nesta quarta-feira (14/01). Segundo a Polícia Civil, ela atuava como um verdadeiro “cartório do crime”, organizando anotações financeiras e a arrecadação ilegal, o que impulsionou o avanço das investigações.
Considerada uma das maiores ações já realizadas em Mato Grosso, a operação mira o núcleo financeiro e operacional da organização. A Justiça expediu 471 ordens judiciais, entre prisões preventivas, buscas e bloqueios de valores. Até o momento, mais de 130 pessoas foram presas, com apreensão de veículos de alto valor, armas, drogas e munições.
Conforme as informações divulgadas pela assessoria de imprensa do órgão, além das 225 prisões, as equipes cumprem ainda 225 buscas e apreensões e 21 bloqueio e indisponibilidade de valores. Há alvos também nos estados do Acre, Pará, Goiás, São Paulo e Mato Grosso do Sul.

As apurações identificaram desde lideranças até integrantes responsáveis por punições internas, além de extorsões contra comerciantes em várias cidades. A facção atuava principalmente no tráfico de drogas e na agiotagem, usando os lucros para lavar dinheiro e ampliar o controle territorial. As ações ocorreram em diversos municípios de Mato Grosso e em outros estados. A polícia não descarta novas fases da operação.
Da redação
