Classificador recebia R$ 5 mil e balanceiro R$ 15 mil por carga de soja desviada em MT
O esquema, desarticulado nesta terça-feira (19) pela Operação Safra Oculta, teria causado um prejuízo estimado em R$ 1,1 milhão à propriedade rural
O delegado da Gerência de Combate ao Crime Organizado (GCCO), Mário Roberto Santiago Júnior, revelou que integrantes de uma associação criminosa em Campo Novo do Parecis (MT) chegavam a pagar R$ 5 mil ao classificador e R$ 15 mil ao balanceiro por cada carga de soja desviada de uma fazenda da região.
O esquema, desarticulado nesta terça-feira (19) pela Operação Safra Oculta, teria causado um prejuízo estimado em R$ 1,1 milhão à propriedade rural. A carga, que deveria ser entregue a uma empresa de alimentos, foi desviada por meio de fraudes documentais e manipulação de dados, entre os dias 2 e 9 de maio deste ano.
Segundo as investigações, os dois ex-funcionários da fazenda eram responsáveis por liberar os caminhões carregados, que eram conduzidos por motoristas também envolvidos no crime.
A ação policial cumpriu seis mandados judiciais e resultou na apreensão de celulares e documentos, que serão analisados para identificar todos os participantes e dimensionar o alcance da fraude.
“Esse material será fundamental para mapearmos os envolvidos e dar sequência à responsabilização da quadrilha”, explicou o delegado.
Esquema milionário
A quadrilha vinha atuando de forma sistemática, aproveitando o fluxo da colheita para escoar cargas sem registro. O desvio clandestino de grãos movimentou milhões e afetou diretamente a produção da fazenda alvo.
A Polícia Civil informou que novas fases da investigação poderão ser deflagradas conforme avançarem as análises do material apreendido.
Fonte: primeirapagina
