Vereadores de Barra do Bugres cobram regularização de repasses para Agentes de Saúde em Brasília
Documento foi protocolado no Ministério da Saúde e aponta déficit no atendimento, especialmente na zona rural
Durante agenda oficial em Brasília nesta semana, vereadores de Barra do Bugres protocolaram um documento junto ao Ministério da Saúde solicitando esclarecimentos e providências quanto aos repasses financeiros da Atenção Primária, destinados ao custeio dos Agentes Comunitários de Saúde (ACS) e da Saúde Bucal no município.
A iniciativa foi conduzida pelos vereadores Cleide Oliveira (Republicanos), Cláudia Santana (PP), Júnior Chaveiro (PL), Pepê Motorista (Republicanos) e Fábio Almeida (PRTB), além do secretário municipal de Educação Regivaldo Alves.
De acordo com os parlamentares, dos 45 Agentes Comunitários de Saúde aprovados no processo seletivo realizado neste ano — que deveriam ser custeados com recursos do Governo Federal — apenas oito foram efetivamente convocados até o momento. Esses profissionais estão sendo mantidos com recursos próprios da Prefeitura e atuam exclusivamente na sede do município.
A situação tem gerado preocupação, uma vez que a zona rural e os distritos seguem sem cobertura adequada dos serviços básicos de saúde.
Além da pauta principal, os vereadores também trataram junto ao Ministério da Saúde sobre a viabilização de um veículo móvel equipado para atender a Atenção Primária da Saúde Bucal. A proposta é ampliar o acesso aos serviços odontológicos, principalmente nas comunidades rurais e localidades mais distantes.
O vereador Fábio Almeida destacou que todos os agentes aprovados deveriam já estar em atividade, com financiamento federal garantido. Segundo ele, a demora na regularização dos repasses compromete diretamente o atendimento à população, especialmente nas regiões mais afastadas. “O prejuízo é grande, principalmente para quem vive na zona rural e depende desse atendimento básico”, ressaltou o parlamentar.
Os vereadores aguardam agora um posicionamento do Ministério da Saúde sobre o caso e reforçam a necessidade de agilidade na liberação dos recursos, além do apoio para novos investimentos que garantam a ampliação da cobertura da Atenção Primária no município.
Da redação – por JB de Menezes
